sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ano Jubilar da Paróquia São Benedito


Na quarta-feira dia 9 de fevereiro de 2011, a Paróquia São Benedito de Capivari, pertencente a Diocese de Piracicaba comemorou seus 50 anos de vida e missão. Ela foi criada em 9 de fevereiro de 1961 por Dom Aníger Francisco de Maria Melillo e sua instalação ocorreu no dia 12, com a posse do primeiro pároco.

Em ação de graças pelo Jubileu de Ouro, celebra-se missa solene no dia 9, com início às 20 horas, presidida pelo bispo Dom Fernando Mason, concelebrada pelo pároco, Padre João Quaresma, e por outros sacerdotes.

DADOS HISTÓRICOS - A paróquia tem como padroeiro São Benedito, o negro, religioso franciscano, um dos grandes santos da devoção popular. A origem dessa devoção em Capivari remonta ao tempo da escravidão. Em 7 de outubro de 1860 foi fundada a Irmandade de São Benedito que se reunia na igreja matriz de São João Batista.

Em 1911, a Irmandade manifestou o desejo de construir uma capela em honra do santo mas o desejo só se concretizou em 1923, quando conseguiu o terreno doado pelo Sr. João Jarussi. No ano seguinte, iniciou-se o trabalho de escrituração, elaboração da planta da capela e compra do material. A primeira parte da construção foi concluída em 1930. Dois anos depois, iniciou-se a segunda parte.

A comunidade que se reunia em torno da capela foi crescendo o que levou Dom Aníger, segundo bispo diocesano, a elevá-la a paróquia, através de decreto de criação de 9 de fevereiro de 1961, em terreno desmembrado da Paróquia São João Batista.

Seu primeiro pároco foi o Padre Eusébio Van Den Aardweg que tomou posse no dia 12 de fevereiro de 1961 e permaneceu até 21 de janeiro do ano seguinte. Depois vieram os padres Teodulo Tabak, Gentil Aguiar, João Van Hattum e José Martinho Verhoven, todos sacerdotes da Congregação dos Sagrados Corações.

A partir de 1983, a paróquia foi confiada a padres diocesanos: Monsenhor Romário Pazzianotto, Luiz Simioni, Carlos Roberto Dóllo e o atual, Padre João Quaresma, que tomou posse em 28 de janeiro de 2006.

Campanha da Fraternidade 2011


Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta.
Lema “A Criação Geme em Dores de parto” (Rm 8,22).


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe a cada ano, através da Campanha da Fraternidade (CF), um itinerário evangelizador fortemente voltado para a conversão pessoal e comunitária, em preparação à Páscoa. Em 2011, a CF atinge um marco importante pela 47ª vez!

Os objetivos gerais da CF são sempre os mesmos e decorrem da missão evangelizadora que a Igreja recebeu de Jesus Cristo: em vista do mandamento do amor fraterno, despertar e nutrir o espírito comunitário no meio do povo e a verdadeira solidariedade na busca do bem comum; educar para a vida fraterna, a partir da justiça e do amor, que são exigências centrais do Evangelho; renovar a consciência sobre a responsabilidade de todos na ação evangelizadora da Igreja, na promoção humana e na edificação de uma sociedade justa e solidária.

Durante esses quarenta e sete anos, a CF passou por três fases distintas: no início, os temas eram mais relacionados com a renovação da Igreja (1964 e 1965) e a renovação pessoal do cristão (1966 a 1972). Na segunda fase (1973 a 1984), a preocupação era mais voltada para a realidade social mediante a denúncia do pecado social e a promoção da justiça (Gaudium et Spes, Medellín e Puebla). Na terceira fase (de 1985 até o presente), a Igreja no Brasil propõe temas de reflexão e conversão relativos às várias situações sociais e existenciais do povo brasileiro, que requerem maior fraternidade.

Em 2011 estaremos falando sobre meio ambiente, a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas – causas e conseqüências. Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta; Lema “A Criação Geme em Dores de parto”, (Rm 8,22). Não há como não se dar conta que esta campanha esta ligada a Campanha de 2010, ora o fator econômico não esta relacionado à situação de nosso planeta hoje? Somos todos moradores de uma mesma casa, gostando disso ou não estamos interligados. Não há como simplesmente virar as costas e não se importar, afinal se ocorresse uma catástrofe a nível global para onde iríamos? Aquecimento global, mudanças geológicas nada mais é do que reações as nossas ações. A Campanha da Fraternidade de 2011, de maneira primorosa como sempre, vem justamente nos alertar desta verdade tudo o que fazemos pode prejudicar ou ajudar a salvar nosso planeta nos dá a oportunidade de como uma família sentarmos juntos e elaborarmos ações para salvar a nossa casa.

Em cada catástrofe seja ela terremotos, inundações, podemos sentir o planeta gemer, e a humanidade fazendo o mesmo, este gemido tem uma conotação de tristeza imensa. Ainda estamos em tempo hábil para reverter esta situação podemos transformar estes gemidos de dor em gemidos de amor e de esperança, sim podemos iniciar um período de gestação e após este período em que nos organizaremos com ações que ajudem a preservar o meio ambiente, receberemos de volta um planeta saudável, resgataremos o planeta que nos foi dado por Deus.

Esta campanha não é uma utopia e sim um alerta de que atitudes devem ser tomadas, não por uma minoria, mas por um todo, este planeta é nossa casa, precisamos ser fraternos, gerar ações que nos levem ao bem comum.

Fonte: http://culturageralsaibamais.wordpress.com/2011/02/07/campanha-da-fraternidade-2011/

sábado, 22 de janeiro de 2011

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

A Campanha da Fraternidade é uma campanha realizada anualmente pela Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, sempre no período da Quaresma. Seu objetivo é despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução. A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser transformada, e um lema, que explicita em que direção se busca a transformação. A campanha é coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

* Educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do Evangelho.

* Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja Católica na evangelização e na promoção humana, tendo em vista uma sociedade justa e solidária.

O gesto concreto se expressa na coleta da solidariedade, realizada no Domingo de Ramos. É realizada em âmbito nacional, em todas as comunidades cristãs católicas e ecumênicas. A destinação é a seguinte: 45% para a própria paróquia aplicar em programas de promoção humana; 35% para a Diocese aplicar na mesma finalidade; 10% para a CNBB Regional e 10% para a CNBB Nacional.

Objetivos

Para que o objetivo geral seja atingido, são propostos objetivos específicos:

Desenvolver nas pessoas a capacidade de reconhecer a violência na sua realidade pessoal e social, a fim de que possam se sensibilizar e se mobilizar, assumindo sua responsabilidade pessoal no que diz respeito ao problema da violência e à promoção da cultura da paz. Denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, a economia e as gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para crimes comuns. Fortalecer a ação educativa e evangelizadora, objetivando a construção da cultura da paz, a conscientização sobre a negação de direitos como causa da violência e o rompimento com as visões de guerra, as quais erigem a violência como solução para a violência. Denunciar a predominância do modelo punitivo presente no sistema penal brasileiro, expressão de mera vingança, a fim de incorporar ações educativas, penas alternativas e fóruns de mediação de conflitos que visem à superação dos problemas e à aplicação da justiça restaurativa. Favorecer a criação e a articulação de redes sociais populares e de políticas públicas com vistas à superação da violência e de suas causas e à difusão da cultura da paz. Desenvolver ações que visem à superação das causas e dos fatores da insegurança. Despertar o agir solidário para com as vítimas da violência. Apoiar as políticas governamentais valorizadas dos direitos humanos. Realizar uma melhor convivência com as pessoas

História

Em 1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal no Rio Grande do Norte, com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 Dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.

Em seu início, teve destacada atuação o Secretariado Nacional de Ação Social da CNBB, sob cuja dependência estava a Cáritas Brasileira, que fora fundada no Brasil em 1957. Na época, o responsável pelo Secretariado de Ação Social era Dom Eugênio de Araújo Sales, e por isso, Presidente da Cáritas Brasileira. O fato de ser Administrador Apostólico de Natal explica que a Campanha tenha iniciado naquela circunscrição eclesiástica e em todo o Rio Grande do Norte.

Este projeto foi lançado, em nível nacional, no dia 26 de dezembro de 1963, sob o impulso renovador do espírito do Concílio Vaticano II, em andamento na época, e realizado pela primeira vez na quaresma de 1964. O tempo do Concílio foi fundamental para a concepção e estruturação da Campanha da Fraternidade, bem como o Plano Pastoral de Emergência e o Plano de Pastoral de Conjunto, enfim, para o desencadeamento da Pastoral Orgânica e outras iniciativas de renovação eclesial. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.

Em 20 de dezembro de 1964, os Bispos aprovaram o fundamento inicial da mesma intitulado: Campanha da Fraternidade - Pontos Fundamentais apreciados pelo Episcopado em Roma. Em 1965, tanto Cáritas quanto Campanha da Fraternidade, que estavam vinculadas ao Secretariado Nacional de Ação Social, foram vinculadas diretamente ao Secretariado Geral da CNBB. A CNBB passou a assumir a CF. Nesta transição, foi estabelecida a estruturação básica da CF. Em 1967, começou a ser redigido um subsídio maior que os anteriores para a organização anual da CF. Nesse mesmo ano iniciaram também os encontros nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da CF. A partir de 1971, participam deles também a Presidência e a Comissão Episcopal de Pastoral.

Em 1970, a CF ganhou um especial e significativo apoio: a mensagem do Papa em rádio e televisão em sua abertura, na quarta-feira de cinzas. A mensagem papal continua enriquecendo a abertura da CF.

De 1963 até hoje, a Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização desenvolvida num determinado tempo (quaresma), para ajudar os cristãos e as pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade em compromissos concretos no processo de transformação da sociedade a partir de um problema específico que exige a participação de todos na sua solução. É grande instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão, renovação interior e ação comunitária como a verdadeira penitência que Deus quer de nós em preparação da Páscoa. É momento de conversão, de prática de gestos concretos de fraternidade, de exercício de pastoral de conjunto em prol da transformação de situações injustas e não cristãs. É precioso meio para a evangelização do tempo quaresmal, retomando a pregação dos profetas confirmada por Cristo, segundo a qual a verdadeira penitência que agrada a Deus é repartir o pão com quem tem fome, dar de vestir ao maltrapilho, libertar os oprimidos, promover a todos.

A Campanha da Fraternidade tornou-se especial manifestação de evangelização libertadora, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus.

OS 12 APÓSTOLOS DE JESUS


Simão Pedro (Príncipe dos Apóstolos): Pedro era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu o Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor. Em princípio fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em sua morte por crucifixão.

O próprio Senhor o confirmou na fé após sua Ressurreição (da qual o Apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho, o que o tornou líder da primeira comunidade.

Pregou no dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, morrendo em Roma, no império de Nero, que o crucificou de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor.

Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi à fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

André (Pescador de Homens): Irmão de Simão Pedro, André foi o primeiro a receber de Cristo esse título e a recrutar novos discípulos para o Mestre. André ocupa um lugar eminente no elenco dos apóstolos: os evangelistas Mateus e Lucas colocam-no no segundo lugar, logo depois de seu irmão Pedro. Pescador, no mar da Galileia, nasceu em Betsaida e residia em Cafarnaum, juntamente com São João Evangelista, no tempo de Jesus. De início, foi discípulo e teve por mestre São João Batista, que lhe indicou Jesus, às margens do Jordão, como o Cordeiro de Deus.

Com São João, começou a segui-lo, por isso André é reconhecido pela Liturgia como o “protocleto”, ou seja, o primeiro chamado: “Primeiro a escutar o apelo, ao Mestre, Pedro conduzes; possamos ao céu chegar, guiados por tuas luzes!”.

André levou seu irmão, Simão Pedro, para conhecer Jesus (Jo i, 41). Algum tempo depois, enquanto André e Simão Pedro lançavam redes ao mar, Jesus prometeu fazê-los pescadores de homens. Posteriormente, escolheu-os como apóstolos. Diz-se que morreu crucificado em uma cruz em forma de X. Daí denominar-se cruz de Santo André a esse tipo de cruz. Suas relíquias veneram-se na catedral de Amalfi... Sua cabeça, que estava em S. Pedro de Roma, foi devolvida a Patrai pelo papa Paulo VI (1964).

Tiago Maior (Símbolo da Peregrinação-Filho do Trovão): Santiago Maior era pescador, filho de Zebedeu e de Salomé, irmão mais velho do evangelista João. Estava com o irmão nas margens do lago Genesaré, quando Jesus os chamou.

Foi o primeiro evangelizador da Espanha. Para revigorar esta tradição, no século IX o bispo Teodomiro de Iria afirmou ter reencontrado as relíquias do apóstolo e desde aquela época, a cidade de Iria, que tomou o nome de Santiago de Compostela, tornou-se a meta preferida de todos os peregrinos da Europa.

João Evangelista (4o Evangelista-Filho do Trovão): São João, apóstolo e evangelista, irmão de Tiago Maior, ambos pescadores, originário de Batsaida, foram apelidados por Cristo como os “Filhos do Trovão”. O mais novo querido e mais amado dos apóstolos, João ocupa lugar de destaque entre eles.

É o autor do quarto Evangelho e um dos mais belos livros da Bíblia: o Apocalipse. É o homem da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à ação. Está entre os mais íntimos de Jesus e aparece representado por Michelângelo, na cúpula da Basílica São Pedro, em Roma, pela imagem da águia.

Está ao lado de Jesus na hora da ceia, durante o processo e é o único, entre os apóstolos, que assiste a morte do Mestre, ao lado de Nossa Senhora. É perseguido e degradado para a ilha de Patmos, onde escreve o livro do Apocalipse. Sob o imperador Domiciano foi colocado dentro de uma caldeira de óleo fervendo, mas saiu ileso. Conforme a tradição viveu e morreu em Éfeso, onde foi sepultado.

Felipe (Amigo de Cavalos): Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas falam de Filipe somente o nome e o lugar de origem: Betsaida. João nos oferece maiores particularidades sobre a personalidade de Filipe, apresentando-o como grande amigo do apóstolo Bartolomeu.

Na última ceia Jesus fala aos apóstolos do profundo Mistério da Trindade, o pobre Filipe fica abismado e permanece atônito quanto ao Mistério da Trindade...

O resto de sua vida não consta em nenhum relato, assim como a sua morte. A tradição mais comum afirma que Filipe morreu crucificado aos 87 anos, em Gerápolis, no tempo do imperador Domiciano.

Bartolomeu (Natanael): São João o trata por Natanael ou Nataniel – do hebraico: “Deus (El) deu (nathan)”.

Foi apresentado a Jesus pelo apóstolo Filipe. Nasceu em Caná, a 14 quilômetros de Nazaré. Foi visto pelo mestre sob uma figueira (descansava embaixo de uma árvore). De suas atividades apostólicas não há notícias certas.

Pregou na Índia e converteu muitos homens... Essas conversões provocaram uma enorme inveja nos sacerdotes locais, que conseguiram a ordem de tirar a pele de Bartolomeu e depois decapitá-lo.

Tomé (O Incrédulo): O apóstolo Tomé ou Tomás, a quem obstinadamente fazemos a injustiça de chamá-lo de incrédulo, se despede do Evangelho com um breve e alto grito de fé: “Meu Senhor é meu Deus!” – Foi o primeiro a reconhecer Jesus como Deus! Ninguém até aquele momento, nem mesmo Pedro e João, havia pronunciado a palavra Deus dirigindo-se a Jesus.

São Tomé era israelita. Seu nome consta na lista dos quatro evangelistas. O Evangelho de São João dá-lhe grande destaque. Em João 11,16, ele incita os discípulos a seguir Jesus e a morrer com ele na Judéia: “Tomé, chamado Dídimo, disse então aos discípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele!”.

Tomé encontrou Jesus ressuscitado (João 21, 2). Temperamento audacioso e cheio de generosidade, percorreu as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor.

Mateus (1o Evangelista-Coletor de Impostos, Levi): Também chamado Levi pelos demais evangelistas, era coletor de impostos, político e o único com autoridade na sede governamental de Roma.

Foi Judas Iscariotes, porém, e não Mateus que teve o encargo de caixa da pequena comunidade apostólica. Mateus deixa o dinheiro para seguir o Mestre, enquanto Judas o trai por trinta moedas.

Da atividade de São Mateus após o Pentecostes, conhecemos somente as admiráveis páginas do seu Evangelho. A Ordem é o Sacramento onde Deus nos chama a sermos verdadeiros apóstolos. Na Bíblia podemos ver os inúmeros chamados de Jesus: “Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado no posto do pagamento das taxas, Disse-lhes: 'Segue-me'. O homem levantou-se e o seguiu” (Mt 9,9). Portanto, Jesus, com uma só palavra consegue levar Mateus, um homem pagão e rico, ao sacerdócio (sacer = sagrado; dócio = Dom).

Tiago Menor: São Tiago, que o evangelista Marcos chamou de “o Menor” para distingui-lo de Tiago, irmão de João, entra em cena como bispo de Jerusalém, após o martírio de Tiago, o Maior, no ano de 42, e após o afastamento de Pedro de Jerusalém.

A sua imagem austera sobressai pela Epístola que dirigiu, como uma encíclica, a todas as comunidades cristãs. Leem-se aí fortes expressões que a distância de dezenove séculos não fez perder sua perene atualidade.

Sobre sua morte, há poucas informações. Entre as mais consideráveis, aquelas do historiador hebreu José Flávio, segundo o qual o apóstolo teria sido condenado ao apedrejamento no ano 61 ou 62.

Judas Tadeu (Primo do Jesus): Irmão de Tiago Menor, agricultor, portanto parente consanguíneo de Jesus, era chamado também “Irmão do Senhor”. Nasceu na Galileia e seu pai era irmão de São José. Sua mãe, Maria Cleófas, era prima-irmã de Maria Santíssima.

Judas Tadeu foi um dos mais fervorosos apóstolos. Pregou a fé no meio dos maiores sofrimentos e perseguições, na Judéia, Samaria, Idumeia e, principalmente, na Mesopotâmia. Conforme os textos apócrifos, Judas Tadeu teria sido esposo nas núpcias de Caná (bodas de Caná) e isto explica a presença de Maria e de Jesus naquela realização...

Simão Zelota (O Cananeu): Nome dado por Lia, esposa de Jacó, porque Deus ouviu o seu pedido (Gênese 29: 33). São Simão é o mais desconhecido dos apóstolos. A seu respeito, a Sagrada Escritura conserva somente o nome.

Para distingui-lo de Pedro, os evangelistas Mateus e Marcos lhe deram o sobrenome de Zelota ou Cananeu. O apelido pode significar tanto a cidade de origem – Caná, como a sua participação no partido dos zelotes, ou conservadores das tradições hebraicas.

Como os outros apóstolos, também Simão percorreu os caminhos do Evangelho. Segundo uma notícia de Egesipo, o apóstolo teria sofrido o martírio durante o império de Trajano, em 107, já com a avançada idade de 120 anos.

Judas Iscariotes (O traidor): Judas Iscariotes ou Escariotes, seu nome verdadeiro era Judas de Simão. Era originário da cidade de Kerioth. Todos os chamavam de "Ish-Keriot", que significava, "da cidade de Kerioth". O que se deu o nome de Judas Iscariotes. Foi aquele que traiu Jesus por trinta moedas de ouro; quando sucumbiu ante a tentação, sofreu fortes remorsos; arrependido se matou...

Fonte:http://www.girafamania.com.br/tudo/religiao_catolica_apostolos.html

sábado, 27 de novembro de 2010

ADVENTO


Advento

Meditando a chegada de Cristo, devemos buscar o arrependimento dos nossos pecados e preparar o nosso coração

O Ano Litúrgico começa com o Tempo do Advento; um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Este foi o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. Esse acontecimento precisa ser preparado e celebrado a cada ano. Nessas quatro semanas de preparação, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e que vem no final dos tempos.

Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim na História humana, mas o nosso encontro com Ele também está marcado para logo após a morte.

Nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nós nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os Profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes: nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi; seu Reino não terá fim... Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.

Para nos ajudar nesta preparação usa-se a Coroa do Advento, composta por 4 velas nos seus cantos – presas aos ramos formando um círculo. A cada domingo acende-se uma delas. As velas representam as várias etapas da salvação. Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma vela e à medida que vão passando os domingos, vamos acendendo as outras velas, até chegar o 4º Domingo, quando todas devem estar acesas. As velas acesas simbolizam nossa fé, nossa alegria. Elas são acesas em honra do Deus que vem a nós. Deus, a grande Luz, "a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo", está para chegar, então, nós O esperamos com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz.

No lº Domingo, há o perdão oferecido a Adão e Eva. Eles morreram na terra, mas viverão em Deus por Jesus Cristo. Sendo Deus, Jesus fez-se filho de Adão para salvar o seu pai terreno. Meditando a chegada de Cristo, que veio no Natal e que vai voltar no final da História, devemos buscar o arrependimento dos nossos pecados e preparar o nosso coração para o encontro com o Senhor. Para isso, nada melhor que uma boa Confissão, bem feita.

Até quando adiaremos a nossa profunda e sincera conversão para Deus?

No 2º Domingo, meditamos a fé dos Patriarcas. Eles acreditaram no dom da terra prometida. Pela fé, superaram todos os obstáculos e tomaram posse das Promessas de Deus. É uma oportunidade de meditarmos em nossa fé; nossa opção religiosa por Jesus Cristo; nosso amor e compromisso com a Santa Igreja Católica – instituída por Ele para levar a salvação a todos os homens de todos os tempos. Qual tem sido o meu papel e o meu lugar na Igreja? Tenho sido o missionário que Jesus espera de todo batizado para salvar o mundo?

No 3º Domingo, meditamos a alegria do rei Davi. Ele celebrou a aliança e sua perpetuidade. Davi é o rei imagem de Jesus, unificou o povo judeu sob seu reinado, como Cristo unificará o mundo todo sob seu comando. Cristo é Rei e veio para reinar; mas o seu Reino não é deste mundo; não se confunde com o “Reino do homem”; seu Reino começa neste mundo, mas se perpetua na eternidade, para onde devemos ter os olhos fixos, sem tirar os pés da terra.

No 4º Domingo, contemplamos o ensinamento dos Profetas: Eles anunciaram um Reino de paz e de justiça com a vinda do Messias. O Profeta Isaías apresenta o Senhor como o Deus Forte, o Conselheiro Admirável, o Príncipe da Paz. No seu Reino acabarão a guerra e o sofrimento; o boi comerá palha ao lado do leão; a criança de peito poderá colocar a mão na toca da serpente sem mal algum. É o Reino de Deus que o Menino nascido em Belém vem trazer: Reino de Paz, Verdade, Justiça, Liberdade, Amor e Santidade.

A Coroa do Advento é o primeiro anúncio do Natal. Ela é da cor verde, que simboliza a esperança e a vida, enfeitada com uma fita vermelha, simbolizando o amor de Deus que nos envolve e também a manifestação do nosso amor, que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus.

O Tempo do Advento deve ser uma boa preparação para o Natal, deve ser marcado pela conversão de vida – algo fundamental para todo cristão. É um processo de vital importância no relacionamento do homem com Deus. O grande inimigo é a soberba, pois quem se julga justo e mais sábio do que Deus nunca se converterá. Quem se acha sem pecado, não é capaz de perdoar ao próximo, nem pede perdão a Deus.

Deus – ensinam os Profetas – não quer a morte do pecador, mas que este se converta e viva. Jesus quer o mesmo: “Eu vim para que todos tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Por isso Ele chamou os pecadores à conversão: “Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus” (Mt 4,17); “convertei-vos e crede no Evangelho” ( Mc 1,15).

Natal do Senhor, este é o tempo favorável; este é o dia da salvação!


Felipe Aquino, site: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=7741

domingo, 14 de novembro de 2010

A Bíblia e o Celular


Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular? ...

E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?
E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?
E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no
escritório... ?
E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?
E se a déssemos de presente às crianças?
E se a usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dela em caso de emergência?
Ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal. Ela 'pega' em qualquer lugar.
Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já pagou a conta ** * * e os créditos não têm fim.
E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a
vida. 'Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto'!
(Is 55:6)*

TELEFONES DE EMERGÊNCIA:
Quando você estiver triste, ligue João 14.*
Quando pessoas falarem de você, ligue Salmo 27.*
Quando você estiver nervoso, ligue Salmo 51.*
Quando você estiver preocupado, ligue Mateus 6:19,34.*
Quando você estiver em perigo, ligue Salmo 91.
Quando Deus parecer distante, ligue Salmo 63.*
Quando sua fé precisar ser ativada, ligue Hebreus 11.*
Quando você estiver solitário e com medo, ligue Salmo 23.*
Quando você for áspero e crítico, ligue 1 Coríntios 13.*
Para saber o segredo da felicidade, ligue Colossenses 3:12-17.
Quando você sentir-se triste e sozinho, ligue Romanos 8:31-39.
Quando você quiser paz e descanso, ligue Mateus 11:25-30.


Quando o mundo parecer maior que Deus, ligue Salmo 90.


Autor desconhecido


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Os 4 Evangelistas

Os autores dos Evangelhos foram Marcos, Mateus, João e Lucas.

Jesus não deixou nada escrito. O que temos hoje é o testemunho do que Ele fez e falou. Como testemunho, estas obras possuem suas limitações. Porém, quando estudamos a vida e a obra de Jesus percebemos que Sua mensagem e Seus exemplos, aquilo que realmente importa, estão bem descritos.

Mateus: Ele foi um dos apóstolos e testemunha de vários acontecimentos. Seu texto original em aramaico se perdeu. O que sobrou foi a tradução para o grego deste texto original. Mateus, foi um cobrador de impostos para o império romano. Tal profissão era desprezada e considerada impura pelos judeus. Ele era o apóstolo mais intelectual.

Marcos: provavelmente Marcos seja um adolescente citado no Novo testamento chamado João Marcos. Foi em sua casa que ocorreu a Última Ceia. Seus pais eram seguidores de Jesus e ele teve uma convivência não muito próxima do Mestre. Para escrever seu evangelho ele deve ter recorrido a três fontes: suas lembranças, lembranças de outras pessoas que conviveram com o Mestre e em documentos que circulavam na jovem comunidade cristã da época.

Lucas: foi um médico convertido nos primeiros anos do cristianismo. Não conviveu com Jesus. Dizem que se utilizou do que lhe foi dito por Maria, mãe de Jesus. Também utilizou os documentos da época e testemunhos dos fatos ocorridos.

João: foi um dos apóstolos. Foi um fiel seguidor de Jesus e contava com a confiança do Mestre (foi à ele que Jesus pediu para cuidar de sua mãe). Nos momentos em que Jesus se isolava para orar era sempre chamado para acompanhá-Lo. Presenciou a maior parte dos fatos narrados.

Os Evangelhos foram escritos por homens. Mas homens que estavam vivenciando no seu íntimo todo fervor de uma vida renovada, de uma vida de estudos e de dedicação à causa cristã. Portanto, eram pessoas que podiam falar com muita experiência pessoal daquilo que Jesus fez. Para aqueles que seguem o Caminho do Mestre é mais fácil entender o sentido de Suas palavras, pois Ele falava não de si, mas das coisas de Deus. E as coisas de Deus são atemporais e não possuem dono. É por isto que eles podiam entender e passar seu testemunho prático das mensagens e obras de Jesus.

Fonte:http://regismesquita.sites.uol.com.br/quatorze.htm